Habacuc, o oitavo dos profetas menores, encerra a série de profetas de Congonhas. Situa-se em posição equivalente a Abdias, no ponto inferior do arco que une os muros dianteiros e lateral direito do adro. Contemporâneo de Naum e Jeremias, Habacuc viveu em um dos períodos mais conturbados da história de Israel. Vaticinou a queda da Assíria em mãos dos caldeus. Estes invadiram Jerusalém 609 a.C., constituindo a ruína da cidade o objeto das lamentações de Jeremias. Habacuc dirige-se aos novos opressores, prevendo também a sua queda.domingo, 26 de abril de 2009
Profeta Habacuc
Habacuc, o oitavo dos profetas menores, encerra a série de profetas de Congonhas. Situa-se em posição equivalente a Abdias, no ponto inferior do arco que une os muros dianteiros e lateral direito do adro. Contemporâneo de Naum e Jeremias, Habacuc viveu em um dos períodos mais conturbados da história de Israel. Vaticinou a queda da Assíria em mãos dos caldeus. Estes invadiram Jerusalém 609 a.C., constituindo a ruína da cidade o objeto das lamentações de Jeremias. Habacuc dirige-se aos novos opressores, prevendo também a sua queda.Profeta Abdias

Profeta Naum
Na extrema direita da adro, ocupando o ponto superior da arco que une os muros externos dianteiro lateral, encontra-se a estátua de Nahum, o sétimo dos profetas menores. Viveu no século VII a.C. contemporaneamente a Jeremias. Seus vaticínios, ao oposto de Jeremias, Não se dirigem ao povo de Israel e sim aos opressores assírios. Seu livro de profecias tem como temática única a ruína de Nínive, cujo cerco e queda em poder dos caldeus são descritos em linguagem poética no capítulo 2. Nahum traz em sua mão direita o filactério cuja inscrição é também uma síntese da idéia principal de seu livro de profecias.Profeta Amós

Profeta Joel

Profeta Jonas
Ocupando posição simétrica à de Joel, no ponto de encontro dos muros que formam o parapeito de entrada do adro à esquerda, encontra-se a imagem do profeta Jonas. para o mais popular dos profetas menores, Aleijadinho reservou lugar de destaque, colocando-o junto de Daniel. A recusa de Jonas a Javé, não indo pregar em Nínive, sua vida aventurosa e o episódio do castigo sob a forma de permanência no ventre da baleia, sempre exerceram forte poder de atração sobre os artistas de todas as épocas. Jonas e Daniel não apenas estão lado a lado em Congonhas, como também se destacam dos demais por serem os únicos a apresentarem atributos iconográficos específicos. Daniel tem a seus pés um leão, enquanto Jonas traz consigo um animal marinho.Profeta Oséias

Profeta Daniel
À esquerda , ladeando a passagem para a entrada do adro, em frente a Oséias, encontra-se a imagem do profeta Daniel. O confronto do quarto dos profetas maiores e do primeiro dos profetas menores, nessa situação privilegiada, revela uma vez mais, um projeto iconográfico preciso para as posições das estátuas no adro. Daniel, assim como Ezequiel, sofreu o cativeiro da Babilônia, onde chegou a alcançar grande prestígio junto aos governadores, sobretudo pelos seus dons de interpretação de sonhos e decifração de escritas misteriosas. Esse mesmo prestígio lhe valeu, mais tarde, o encarceramento na cova dos leões.Profeta Ezequiel

Profeta Baruc
Apesar de não integrar a série oficial dos profetas do Antigo Testamento, a inclusão de Baruc no conjunto estatuário de Congonhas, justifica-se pelo seu destaque na ordem do Cânon bíblico. Secretário particular de Jeremias tinha missão específica de colocar por escrito suas profecias. As profecias de Baruc estão de tais modos ligados à pregação de Jeremias, que na edição da "Vulgata", as duas constituem um único livro. Baruc traz nas mãos um filactério, que mais uma vez traduz em sua citação, uma síntese de várias passagens de suas profecias, em vez de um texto bíblico preciso.Profeta Isaías
O mais importante profeta do Antigo Testamento, Isaías, abre a série de honra na entrada da escadaria do lado esquerdo do Santuário. Isaías viveu em Jerusalém, na segunda metade do século VIII a.C. e foi autor do primeiro dos livros proféticos na ordem do Cânon da Bíblia. O objetivo principal de sua profecia parece ter sido o de manter viva a fé de Israel na redenção final a ser consumada com a vinda do Messias. Profetizou, entre outros, a Anunciação à Virgem Maria e o nascimento de Cristo.Fachada da Igreja da Odem Terceira de São Francisco em Congonhas - Minas Gerais

Ao curar-se de uma doença, o minerador Feliciano Mendes ergueu um santuário a Bom Jesus de Matosinhos, contratando os maiores artistas mineiros. Entre 1796 e 1805, portanto durante nove anos, com as mãos deformadas, Aleijadinho esculpiu o maior conjunto de esculturas barrocas, o mais importante de sua vida, considerado um dos mais representativos do período colonial brasileiro.O trabalho, todo em tamanho natural, reúne 66 figuras esculpidas em madeira de cedro e 12 profetas feitos de pedra-sabão. As imagens de madeira ficam expostas nas 6 capelas dos Passos ou capelas da Via Crucis – que representam as cenas da Paixão – e "conduzem" ao topo de uma colina onde estão os profetas ao ar livre. Das figuras de madeira, destacam-se 7 Cristos, que Aleijadinho esculpiu em cada imagem um vigor especial ao sofrimento. Mas em todas elas, a estrutura física é a de um homem atlético.
Restauração

Símbolo maior do Barroco Mineiro e destaque da obra de Aleijadinho e Manuel da Costa Athayde, a igreja São Francisco de Assis, em Ouro Preto, revela novas cores e formas a seus visitantes.
Foi concluída no fim de setembro de 2001 uma restauração de diversos setores da construção. O altar-mor, ameaçado por infiltrações, teve suas pinturas e ornamentos refixados. "As peças estavam se desprendendo", explica Silvio Luiz Rocha Vianna de Oliveira, coordenador do projeto.
A outra etapa da restauração concentrou-se nos seis altares laterais da igreja, que tiveram a sujeira retirada da madeira por solventes especiais e recuperaram suas cores originais. Parte do assoalho apodrecido foi trocado por peças feitas a partir das técnicas originais, enquanto o restante do piso continua aguardando uma reforma. Além disso, foram colocadas novas fechaduras, trincos, filtros solares nas janelas, alarme contra incêndio e sistema de som.
Segundo Oliveira, estas obras de arte vinham sofrendo desgastes desde o século XIX e o adiamento da reforma poderia resultar na perda de referências do trabalho original.
Os trabalhos, organizados pela Faop (Fundação de Arte de Ouro Preto), demoraram um ano e meio e custaram R$ 50 mil, verba cedida pela Alcan. As atenções agora devem se voltar para a parte externa da igreja, já que há um desgaste das pedras que compõem o pátio e a fachada merece uma nova pintura.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Biografia







